A Branquinha
João
Vitor de Carvalho Oliveira
Finalmente o dia tão importante aconteceu.
Era domingo, dia alegre e agitado. Diferentemente de todos os
outros, acabei acordando muito cedo. Afinal, não é sempre que isto acontece.
Era a minha segunda vez, porém ainda me encontrava bastante ansioso.
Levantei, preparei o café, procurei pelo nosso local de encontro,
e comecei a pensar qual seria o melhor horário para nos encontrarmos. Em poucos
instantes tomei a decisão, seria logo após o almoço.
As horas demoravam a passar, parecia que o tempo estava
retrocedendo, mas logo chegara a hora prevista.
Tomei banho. Comecei a me arrumar vestindo as melhores roupas,
porém o principal ainda faltava. Peguei o cartão de informações que indicava
qual a zona e guardei-o no bolso.
Segui ao local marcado, parecia uma grande festa, de longe parecia
haver um tapete branco no chão, as pessoas estavam em êxtase e o assédio era
iminente. Enfim cheguei, providenciei tudo que seria necessário, e fui ao seu
encontro... Idealizava a ocasião até que, a visualizei, branquinha, exatamente
como eu a imaginava. Momento esplêndido!
Tão quieta, porém tinha seus segundos de agitação... Chegava a
tremer, seus ruídos eram particulares. Passava-me uma segurança invejável.
Tudo corria muito bem, até que ocorreu algo estranho. Eu devo ter
feito algo errado, pois ela me apresentou a foto de um homem desconhecido. Na
tela decidi que o contratempo precisava ser resolvido, visto que eu sabia do
pouco tempo disponível, ela tinha um horário e eu precisava ser rápido.
Resolvi. O tão esperado som que aguardava, escutei. A prenunciada urna de votação alertava sobre minha definição. Tinha a certeza que tinha feito o melhor. Voto computado com sucesso.
Resolvi. O tão esperado som que aguardava, escutei. A prenunciada urna de votação alertava sobre minha definição. Tinha a certeza que tinha feito o melhor. Voto computado com sucesso.
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Fina Arte
Flávia Santos Pereira
- Mãe
conta mais sobre ele.
- Minha
filha, o que quer saber?
- Como a
senhora se apaixonou? Conte-me tudo!
- Bom,
ele esteve sempre ali, um verdadeiro companheiro, sem falar da sua elegância
suave, era perfeito.
Lembro de ser forte, o cheiro de seu perfume amadeirado, sua cor escura e
detalhes levemente chamativos, além de ser exuberante, era muito encantador.
Experimentamos as técnicas mais insanas e impossíveis juntos. Não vivíamos um
sem o outro. Descobrimos ritmo, harmonia, velocidade e uma sensação
inexplicável. Invadiu os nossos corpos, não existia tristeza, nem frustração,
era só aquilo: o contato.
Me ensinou um pouco de tudo. Aprendi a ser boa com os dedos e as mãos, a qual
podemos fazer coisas maravilhosas. Não precisei de nenhum tipo de preliminar
antes de tocá-lo. Soávamos intensamente.
Em instantes acelerava o coração, porém sabia que aquela duração seria
limitada... Em segundos acontecia aquela explosão que só a alma entendia. Os
espasmos do prazer pareciam ser mágicos, se manifestando rapidamente, me
deixando extasiada, era a intensidade de um clímax.
O
bom de tudo e a maior das sensações, é que sempre acontecia em público.
Agora sei que é o prazer físico e emocional mais intenso que pude
experimentar.
A
alegria de ser pianista sempre foi um sonho.
